PEDIU PERDÃO

Pichadora da estátua da Justiça diz que não fazia ideia do valor simbólico

27 MAR 2025 • POR Da Redação • 11h49
Débora Rodrigues dos Santos reconheceu que feriu o Estado Democrático de Direito - Gabriela Biló/Folhapress

Débora Rodrigues dos Santos, presa durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, afirmou em interrogatório que não tinha noção do valor do monumento que pichou em frente ao STF. A cabeleireira reconheceu que seu ato foi "ilegal" e pediu perdão ao Estado Democrático de Direito.

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"NÃO SABIA O VALOR DA ESTÁTUA", DIZ ACUSADA

Em depoimento, Débora admitiu ter pichado a frase "perdeu, mané" na estátua "A Justiça", mas alegou que foi induzida por um desconhecido. "Ele disse que tinha letra feia e me pediu para ajudar. Faltou malícia da minha parte", justificou. A cabeleireira afirmou que não participou da depredação dos prédios públicos, limitando-se a tirar fotos na praça.

APAGOU MENSAGENS DO CELULAR

A PGR aponta que Débora:

Investigadores consideram o apagamento de mensagens como tentativa de destruir provas.

"O CALOR DO MOMENTO ME FEZ AGIR"

A acusada afirmou que o ambiente do protesto "alterou sua faculdade mental" e prometeu não repetir o ato. "O país depende de hierarquias que precisam ser respeitadas. O Estado foi ferido com meu ato", declarou, pedindo perdão.

JULGAMENTO NO STF

O caso está sendo julgado pela Primeira Turma do STF:

Débora responde por cinco crimes, incluindo tentativa de golpe e dano ao patrimônio público. O julgamento está suspenso para análise de Fux.