O Hospital Regional de Araguaína (HRA) parece estar se mobilizando para sanar os problemas relacionados às longas filas de espera de cirurgias na unidade. Neste final de semana equipes médicas realizaram um "mutirão de cirurgias" que atendeu 9 pacientes na área de otorrinolaringologia. Vale destacar que a Justiça está de olho em um enorme gargalo na unidade que são os quase 2 mil pacientes que aguardam por cirurgias vasculares na unidade.
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MUTIRÃO DO FIM DE SEMANA
O mutirão de cirurgias de otorrinolaringologia foi realizado no sábado e atendeu 9 pacientes sendo 7 crianças e 9 adultos com procedimentos de adenoide e amígdala.
A ação faz parte do Programa de Ações Governamentais (PAG) - Cirúrgico, desenvolvido pela (Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e entre os principais objetivos está a redução significativa do tempo de espera por procedimentos cirúrgicos eletivos.
PROMESSA DE PLANEJAMENTO
A diretora-geral do HRA, Cristiane Uchoa, anunciou que este foi apenas o primeiro de uma série de mutirões planejados."Estamos estruturando um calendário regular para estes procedimentos, com previsão de realização mensal. Nosso objetivo é atender a demanda reprimida e oferecer tratamento adequado no tempo ideal."
NA MIRA DA JUSTIÇA
Por traz do empenho e promessa de planejamento, a diretoria-geral vem sido pressionada como "um alvo nas costas" diante de um caos instalado na unidade e que virou caso de tribunal, isso porque a Justiça do Tocantins deu um prazo para o governo estadual resolver o caos nos serviços de cirurgia vascular no HRA e no Ambulatório de Especialidades. A decisão, assinada pela juíza Milene de Carvalho Henrique, exige um plano detalhado com medidas concretas para acabar com as filas que deixam pacientes esperando por anos.
DADOS ALARMANTES
O Ministério Público entrou com uma ação coletiva em 2024 depois de tentar resolver o problema sem sucesso. Os dados são alarmantes:
Mais de 1.765 pacientes esperam por cirurgias vasculares.
821 pedidos de exames (como ultrassom Doppler) estão parados.
Apenas 7 médicos atendem o pronto-socorro e o ambulatório – um número insuficiente para a demanda.
A juíza destacou que a situação "foge do minimamente razoável" e que muitos pacientes estão sem qualquer atendimento, nem mesmo na lista de espera oficial.
O QUE A DECISÃO EXIGE?
A juíza determinou que o Estado do Tocantins não pode mais adiar a solução. As principais ordens são:
Plano emergencial em 30 dias – para atender os casos mais urgentes.
Contratação de mais médicos – aumentar o número de especialistas em cirurgia vascular.
Parcerias com outros hospitais – agilizar exames e cirurgias.
Relatórios mensais – a Justiça vai acompanhar cada passo.
Se o governo não cumprir, a Justiça pode tomar novas medidas, como multas ou até intervenção direta.
PACIENTES SOFRENDO
A decisão citou 110 ações judiciais de pacientes que entraram na Justiça para conseguir consultas, exames ou cirurgias. Muitos estão com risco de amputação ou outras complicações graves por falta de tratamento.
A juíza foi clara: "A situação é emergencial". O Estado tem que agir agora para evitar que mais pessoas sofram.
O QUE VAI ACONTECER AGORA?
A Secretaria de Saúde do Tocantins terá que apresentar um plano e provar que está cumprindo as metas. A Justiça vai fiscalizar tudo e, se necessário, tomar novas decisões para garantir o direito à saúde.