A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulgou nesta segunda-feira (31) as novas regras para o reajuste anual dos preços de medicamentos. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, estabelece os percentuais máximos que as farmácias e laboratórios podem aplicar nos preços dos remédios em todo o país.
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COMO FUNCIONAM OS NÍVEIS DE REAJUSTE?
A CMED classificou os medicamentos em três categorias, cada uma com um limite diferente de aumento:
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Nível 1: Reajuste máximo de 5,06% (remédios com menor concorrência no mercado)
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Nível 2: Reajuste máximo de 3,83% (produtos com concorrência intermediária)
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Nível 3: Reajuste máximo de 2,60% (medicamentos com alta concorrência)
Essa divisão busca equilibrar os interesses da indústria farmacêutica e a proteção ao consumidor.
QUEM DECIDE ESSES VALORES?
A CMED é formada por representantes dos ministérios da Saúde, Casa Civil, Justiça, Fazenda e Desenvolvimento. A Anvisa atua como secretaria executiva, fornecendo dados técnicos para as decisões.
COMO É CALCULADO O REAJUSTE?
O conselho considera três fatores principais:
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Inflação dos últimos 12 meses (medida pelo IPCA)
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Produtividade da indústria farmacêutica
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Custos extras não captados pela inflação, como:
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Variação do dólar (câmbio)
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Aumento na tarifa de energia elétrica
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Concorrência entre laboratórios
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OS PREÇOS VÃO AUMENTAR IMEDIATAMENTE?
Não. A CMED só define o teto máximo - cabe a cada empresa decidir se vai aplicar o reajuste total, parcial ou nenhum aumento. Em 2024, por exemplo, o índice foi de 4,5%, mas nem todos os remédios tiveram seus preços alterados.
ONDE CONSULTAR OS PREÇOS MÁXIMOS?
Os consumidores podem verificar os valores de referência em duas fontes:
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Site oficial da Anvisa (atualizado mensalmente)
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Revistas de preços disponíveis nas farmácias (por lei, todos os estabelecimentos devem ter)
ATENÇÃO: NEM SEMPRE O PREÇO SERÁ O MÁXIMO
As farmácias podem vender abaixo do teto, especialmente em promoções ou por acordos com distribuidores. Mas nunca podem cobrar acima do valor estabelecido pela CMED.
O QUE FAZER SE ENCONTRAR PREÇOS IRREGULARES?
Se você suspeitar de aumento abusivo:
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Compare com a lista da Anvisa
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Exija a revista de preços na farmácia
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Denuncie pelos canais oficiais:
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Procon da sua cidade
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Plataforma consumidor.gov.br
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Formulário de denúncia no site da Anvisa
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POR QUE ESSE CONTROLE EXISTE?
O sistema foi criado para:
Evitar aumentos abusivos
Garantir o acesso da população aos medicamentos
Manter o equilíbrio financeiro das farmacêuticas
EM 2024, O REAJUSTE FOI DE 4,5%
No ano passado, o índice ficou próximo da inflação oficial. Agora, com a nova tabela, alguns medicamentos podem ter aumentos diferenciados conforme sua categoria.
DICAS PARA ECONOMIZAR NA FARMÁCIA
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Sempre peça a revista de preços
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Compare valores entre diferentes farmácias
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Pergunte sobre genéricos (são mais baratos)
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Fique atento a programas de desconto do governo
VALE LEMBRAR:
Mesmo com o reajuste autorizado, muitas farmácias mantêm preços abaixo do teto para atrair clientes. Por isso, vale a pena pesquisar antes de comprar.