O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou com uma manifestação no Tribunal de Justiça do estado solicitando ações imediatas para conter os efeitos da greve dos policiais penais. A paralisação está causando graves impactos na segurança pública e no funcionamento das unidades prisionais.
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TENSÃO EM PRESÍDIOS
A greve dos policiais penais tem gerado cenários críticos em várias unidades prisionais. Em Araguaína, mais de 300 detentos iniciaram greve de fome, enquanto na Unidade Penal de Cariri houve tentativa de rebelião. Em Palmas, apenas 16 a 17 servidores estão trabalhando para atender mais de 800 presos.
RISCO DE REBELIÕES E FUGAS
O MPTO alerta para o risco de rebeliões e fugas devido à falta de servidores. Familiares de detentos têm protestado, e denúncias de violação de direitos básicos estão se acumulando. A situação exige uma resposta firme do poder público.
MEDIDAS SOLICITADAS PELO MPTO
O MPTO pede:
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Escalas obrigatórias de plantões extraordinários em 24 horas;
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Apuração de responsabilidades de servidores que não cumprirem plantões;
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Remanejamento de servidores para unidades críticas, como Palmas, Araguaína e Cariri;
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Suspensão de cessões de policiais penais a outros órgãos durante a crise;
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Aumento da multa ao sindicato pelo descumprimento da decisão judicial.
GREVE É CONSIDERADA ILEGAL
O MPTO reforça que a greve é ilegal, pois os policiais penais prestam um serviço essencial. A paralisação coloca em risco a ordem pública e a integridade dos detentos, sendo inaceitável como estratégia de pressão.