A cidade de Gurupi, no sul do Tocantins, está adotando medidas para substituir o Nim Indiano por espécies nativas do Cerrado. A orientação foi formalizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do município através de uma nota técnica. A ação visa combater os desequilíbrios ambientais causados por esta espécie exótica.
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ESPÉCIE INVASORA PREJUDICA MEIO AMBIENTE E URBANIZAÇÃO
O Nim Indiano (Azadirachta indica), originário da Ásia, tornou-se popular por sua sombra e uso como repelente natural. No entanto, especialistas alertam que a árvore causa sérios problemas: intoxica abelhas e prejudica a polinização, compete com a vegetação nativa e seu crescimento excessivo danifica fiações elétricas e vias públicas. Por esses motivos, a espécie é considerada invasora no Brasil.
AÇÃO JÁ ESTÁ SENDO REPLICADA EM OUTRAS CIDADES
A medida não é isolada em Gurupi. Em Palmas, a Secretaria Municipal de Educação orientou escolas a substituírem os exemplares de Nim Indiano em seus terrenos. Já em Araguaína, a prefeitura emitiu alerta à população em janeiro de 2024, antes mesmo da proibição estadual do plantio desta espécie.
SUBSTITUIÇÃO SERÁ GRADATIVA E PRIORITÁRIA
Em Gurupi, o processo de substituição começará pelas áreas mais sensíveis: próximas a matas nativas e regiões de criação de abelhas. A Diretoria de Meio Ambiente municipal está trabalhando em parceria com a Agência Gurupiense de Desenvolvimento. O Viveiro Municipal ficará responsável por fornecer mudas de espécies nativas para a população.
CONSCIENTIZAÇÃO É PRIMEIRO PASSO DA ESTRATÉGIA
As autoridades municipais destacam que, antes da remoção efetiva das árvores, está sendo realizado um trabalho de conscientização com a população. O objetivo é explicar os motivos da substituição e orientar sobre as espécies mais adequadas para plantio urbano, que não ofereçam riscos ao meio ambiente nem à infraestrutura da cidade.